O Arroto
Um esboço sobre o paradoxo da educação
É sempre assim: você come, bebe e é inevitável que o ar ingerido, juntamente com toda a fartura do almoço, não tente escapar pela porta de entrada. Não importa o como, seja alto, seja disfarçado, atrasado ou forçado. Uma hora o ar terá que escapar, que seja na frente de familiares, que seja na frente dos amigos ou do patrão. Vai sair.
Não sei qual das hipóteses é a pior: o arroto, quando o ar sai pela porta de entrada; ou quando sai pela porta dos fundos, caracterizando-se um peido, que é muito mal visto pela sociedade, muito mais que o arroto.
Confesso que, quando menor, achava que minhas professoras não peidavam, arrotavam e, acredite, não acreditava que elas cagassem até o dia que a minha professora foi trabalhar com diarréia e usou o banheiro das alunas (que era ao lado da sala de aula).
Mas, se uma coisa é tão natural e relativamente inevitavel, como pode a sociedade ser tão contra tal ato. Não é possivel que a Xuxa não arrote ou peide, não imagino que o Lula seja tampado, não consigo acreditar que a rainha da Inglaterra não tenha lá seus momentos de naturalidade às escondidas.
Depois desta minha opinião, fique a vontade para comer e arrotar, não esqueça de ser educado ao fazê-lo.
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